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Boi Sequestro, a origem da carne podre vendida no Brasil - Boato

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Boato - Boi Sequestro seria a origem da carne podre vendida no Brasil - De acordo com um áudio que tem circulado no Whatsapp, supostamente gravado por uma ex-funcionária da Friboi, as carnes podres vendidas no Brasil teriam origem nos bois mortos durante o transporte de um local para o outro. Para evitar desperdícios de 80 a 100 bois que morrem no transporte, os frigoríficos subornariam fiscais da vigilância Sanitária.

A esses bois mortos durante o transporte foi dado, pela narradora do áudio, o nome de boi sequestro.

Vamos escutar o áudio da ex-funcionária da Friboi, sobre o boi sequestro.



Será o boi sequestro a origem da carne podre vendida no Brasil?

Verificação dos fatos - Áudios de whatsapp são uma das formas mais fáceis de se propagar um boato. Com o anonimato garantido, qualquer pessoa pode se passar por "autoridade", "testemunha", "vitima" etc. Se a história for bem elaborada, o compartilhamento é fácil. Afinal, foi um delegado de polícia, uma enfermeira, uma ex-funcionária que disse. Se a pessoa diz que é, então só pode ser.

Vamos aos fatos por partes importantes do áudio:

1- Eu ja trabalhei 10 anos em frigorífico. Trabalhei no frigorífico do LX por 10 anos, que hoje é a Friboi. Eu trabalhei 5 anos na desossa e 5 anos na inspeção. Na verdade, essas carnes podres que hoje estão aí e que vieram à tona, na verdade nós sempre consumiu esta carne. Veja bem, essa carne podre vem do boi sequestro.

Muito me estranha a pessoa do áudio dizer que uma tal de LX seria a antiga Friboi. O nome parece não existir, ao menos não encontrei nenhuma referência. A Friboi é uma marca criada em 1970 que foi adquirida em 2007 pelo grupo JBS. Conheça a história da Friboi.

2- O que é boi sequestro? O boi sequestro é aquele boi que morre na estrada. Tipo assim, vai uma viagem de boi daqui para São Paulo. A maioria deles, morre de 80 a 100 bois na viagem. Morre de sede, de fome, de raiva, de vírus, entendeu. Por está muito apertado dentro do carro, o baque, a quentura. Então, o gado morre e o frigorífico não pode perder nada. Imagina que um frigorífico vai perder 80 a 100 bois que morrem. Mas nunca. Então, nós já cansamos de lidar assim com esse gado. Então, chama assim: boi sequestro.

O nome boi sequestro pode ser uma espécie de apelido dado aos bois mortos fora do abate comum, talvez, por associação a Câmara de sequestro que é uma câmera fria que fica dentro do DIF (Departamento de Inspeção Final) dos matadouros, para ser usada caso a carcaça tenha que aguardar avaliação final como, por exemplo, um exame laboratorial.

O áudio segue informando que o boi sequestro é totalmente escarneado e vai para um tanque contendo água quente e corante vermelho, dando aparência de carne fresca. Após tratada com as devidas químicas, a carne vai para o selovac (máquina seladora á vácuo).

Esse talvez seja o ponto crucial do boato do boi sequestro: Todos sabemos que a Polícia Federal desencadeou a operação "Carne Fraca", que, dentre muitas irregularidades nos açougues, flagrou carnes podres sendo "recauchutadas" com ácidos e outros produtos químicos. Acontece que a PF não esclareceu os motivos das carnes estarem podres e tampouco as suas origens, o que dá margem a criação de teorias e boatos.

A denúncia do áudio seria mais realista se não insinuasse que esse tipo de procedimento, com o boi sequestro, é algo corriqueiro em todos os frigoríficos do  Brasil.

Pois bem, de acordo com as diversas irregularidades encontradas pela PF, o único frigorífico que utilizava ácidos e produtos para mascarar a  carne podre é o frigorífico Peccin.

O Frigorífico Larissa trocava prazo de validade de carne vencida e colocava para a venda, assim como, também, reutilizava carnes vencidas no preparo de embutidos.

A JBS, dona da Friboi, não é acusada de vender carne podre.

Flávio Evers Cassou, funcionário da Seara Alimentos, do grupo JBS, é acusado do crime de corrupção ativa por ter pago propina à chefe do Serviço de Inspeção de Produto de Origem Animal (Sipoa) no Paraná e a dois fiscais agropecuários. Ele foi contratado pela empresa depois de dez anos como fiscal.

Em troca de produtos como cortes de carnes nobres e de frango, os funcionários públicos não fiscalizavam cargas da empresa, incluindo remessas à China e ao Chile. Fonte Veja

A BRF (Sadia e Perdigão) é acusada de reprocessar cerca de 700 kg de mortadela vencida e outras irregularidades, mas nenhuma envolve o uso de carne podre.

Concluindo - Boi sequestro, a origem da carne podre no Brasil. Esse áudio acusando a Friboi diretamente, e outros frigoríficos de forma indireta, de usarem carnes podres de bois mortos nas estradas tanto para venda direta quanto em reaproveitamentos de embutidos é falso, já que não pesa sobre a Friboi (JBS) nenhuma irregularidade sanitária grave e nem processos por venda de carnes podres.


De todas as irregularidades, somente o Frigorífico Peccin é acusado de uso de químicos para maquiar carnes de fato podres.

Não irei classificar esse boato como falso, porque a PF não esclareceu a procedência da carne podre maquiada que foi encontrada no Frigrífico Peccin, mas quem leu atentamente esta matéria do Verdade Absoluta,  já percebeu que SE TRATA DE UM BOATO PROVAVELMENTE FALSO, que quer imputar a Friboi, principalmente, uma irregularidade da qual ela não foi acusada.

Lembrando que um produto fora do seu prazo de validade não significa podre. Mas não deve ser consumido, pois está fora do seu campo de segurança para ser utilizado.

4 comentários:

  1. Pode não ser verdade o que se diz no áudio.
    Mas há alguns meses eu deixei de comprar carnes em embalagens plásticas de uma certa marca por desconfiança da qualidade.
    Ao abrir a embalagem, a carne liberou um odor característico de carne vencida ou estragada. Insisti na compra desse tipo de carne embalada, mas sempre a mesma coisa.
    A carne mesmo na geladeira passou aquele "fedor".
    Por isso eu não duvido muito da veracidade do fato.

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  2. Pode não ser verdade o que se diz no áudio.
    Mas há alguns meses eu deixei de comprar carnes em embalagens plásticas de uma certa marca por desconfiança da qualidade.
    Ao abrir a embalagem, a carne liberou um odor característico de carne vencida ou estragada. Insisti na compra desse tipo de carne embalada, mas sempre a mesma coisa.
    A carne mesmo na geladeira passou aquele "fedor".
    Por isso eu não duvido muito da veracidade do fato.

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  3. Não se pode descartar a possibilidade da carne estar vencida por culpa do mercado que a vende, aliás, melhor hipótese.

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  4. Não se pode descartar a possibilidade da carne estar vencida por culpa do mercado que a vende, aliás, melhor hipótese.

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